A meditação pode mudar seus genes?

Atualizado: 14 de Out de 2018


O DNA determina muito quem somos, mas não é permanente durante toda a vida. Nosso comportamento e ambiente podem causar alterações em nossos genes para o bem ou para o mal. E meditar pode nos afetar em um nível genético?


Sabemos que nosso corpo é uma máquina complexa que trabalha incessantemente - muitas vezes sem o nosso esforço consciente - para manter o equilíbrio e sustentar a vida. Nossos corações, pulmões, rins, intestinos, fígado, pele, cérebro, todos os órgãos do corpo estão em constante atividade desde o momento em que nascemos. Resumindo, o corpo humano é um milagre.


Nos últimos anos, algo que nos chama muita atenção é tentar entender que mecanismos genéticos estão por trás da saúde física e psicológica. Isso é fundamental para nos ajudar a entender se a meditação, por exemplo, pode reverter os efeitos do estresse crônico e contribuir para a prevenção de doenças.


Os pesquisadores estão se perguntando: como a meditação influencia nossa expressão gênica? Isso acarreta mudanças moleculares na nossa saúde física? Se sim, que mudanças são essas e como elas nos beneficiam?


No início de 2017, o Frontiers of Immunology analisou mudanças na expressão gênica induzida pela meditação. Os autores, do Laboratório de Cérebro, Crença e Comportamento da Coventry University e do Instituto Donders de Cérebro, Cognição e Comportamento, examinaram 18 estudos diferentes de expressão gênica. Estas incluíam técnicas de meditação, yoga, Tai Chi, Qigong, resposta de relaxamento e regulação da respiração. O veredicto foi claro: sim, a prática da meditação é realmente capaz de reverter os efeitos do estresse crônico, até o nível de nossos genes.



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Como o estresse crônico + a expressão gênica não regulada causam as doenças?


No complexo mundo da expressão gênica, há muitas coisas que podem alterar a taxa de seqüências de DNA. Vamos dar um exemplo simples: estresse. Muitos de nós já ouvimos falar da resposta "lutar ou fugir", que é desencadeada por eventos estressantes ou ameaçadores. Quando isso acontece, adrenalina e noradrenalina são secretadas em nossos corpos. Isso aumenta a produção de fatores de transcrição que aumentam a expressão gênica do DNA pró-inflamatório, iniciando a inflamação em diferentes partes do corpo.


No exemplo do estresse, o fator de transcrição que causa inflamação tem um nome chique: Fator Nuclear Kappa. Aliás, os cientistas também estão muito interessados ​​em entender como a meditação pode diminuir a inflamação e possivelmente reduzir o risco de certas doenças.


Então, agora, estamos começando a entender a relação entre adversidades psicológicas, expressão gênica e risco de doença, e identificar exatamente onde a meditação está trabalhando para aliviar nossos sintomas mentais e físicos.

Estresse e inflamação são na verdade processos adaptativos que evoluíram para nos proteger de eventos ameaçadores ou desafiadores. Quando o estresse é muito grande, ou quando ele nunca para e não temos bons mecanismos de enfrentamento, isso se torna um risco para a saúde. O estresse crônico não afeta apenas nosso cérebro alterando a conectividade e a função, mas também nos afeta em um nível genético. Os cientistas chamam essa mudança genética de CTRA (resposta transcricional conservada à adversidade), que é outra maneira sofisticada de descrever “a incapacidade de se recuperar de um evento estressante porque era muito prolongado ou intenso, e agora levou à inflamação crônica”.


Essa mudança genética é comumente observada em pessoas expostas a diferentes tipos de adversidades, como luto, diagnóstico de câncer, trauma e até mesmo baixo nível socioeconômico. E aumenta o risco para alguns tipos de câncer, doenças neurodegenerativas, asma, artrite, doenças cardiovasculares e distúrbios psíquicos (por exemplo, depressão), também diminui as funções antivirais, relacionadas aos anticorpos do organismo, aumentando a suscetibilidade a algumas infecções virais.


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A meditação como reguladora da expressão gênica saudável


No estudo mencionado acima, onde foram analisados 18 estudos de DNA diferentes para encontrar o elo fundamental entre práticas de meditação e mudanças na expressão gênica, eles descobriram exatamente isso: um resultado consistente e persistente, onde 81% dos estudos descobriram que a meditação pode reduzir os níveis de inflamação, revertendo, portanto, os efeitos da expressão gênica causada pelo estresse crônico.


À medida que aumentamos nosso conhecimento psicológico e biológico sobre a prática de meditação, entendemos melhor os mecanismos em ação. Com o tempo e a prática, podemos nos tornar mais sintonizados com as necessidades de nosso bem-estar físico e mental, confiando que essas práticas podem oferecer benefícios de maneira profunda, até o nível de nosso DNA.


Este é um dos tantos benefícios da meditação que têm sido comprovados pela ciência.


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