Por que nos sentimos tão ansiosos?

Quando você entende por que se sente nervoso, irritado, perturbado, compulsivo, triste, incapaz, esses sentimentos deixam de ter tanto poder sobre você. Isso, por si só, já traz certo alívio.


Nós vivemos um estado constante de VIGILÂNCIA e isso gera ANSIEDADE.

E você precisa entender como funciona este processo.

Quando você está acordado e sem fazer nada, o estado inicial de descanso de seu cérebro ativa uma “rede-padrão”, e uma de suas funções é rastrear seu corpo e o ambiente ao redor para identificar possíveis ameaças. Esse estado básico costuma ser acompanhado de uma sensação de ansiedade em segundo plano, que o mantém vigilante. Experimente andar por um shopping durante alguns minutos sem o menor cuidado. É muito difícil.

Isso acontece porque nossos ancestrais eram tanto presas quanto predadores. Não é à toa que somos ansiosos: sempre houve muito a temer.


Por isso desenvolvemos uma SENSIBILIDADE A INFORMAÇÕES NEGATIVAS.

O cérebro detecta as mensagens negativas de maneira mais rápida do que as positivas.

Em um estudo pesquisadores comprovaram que a amígdala cerebelar responde mais rápido a expressões faciais de pavor do que expressões de felicidade ou indiferença. O cérebro é atraído por más notícias.


E temos um ARMAZENAMENTO PRIORITÁRIO.

Quando um acontecimento é considerado negativo, o hipocampo garante que seja armazenado cuidadosamente para ser usado como referência no futuro. Gato escaldado tem medo de água fria. O cérebro é como velcro para experiências ruins e como teflon para as boas – mesmo que a maior parte das experiências seja neutra ou positiva.


No nosso cérebro O NEGATIVO SUPERA O POSITIVO.

Os eventos ruins em geral têm impacto maior do que os bons. É muito fácil ter o sentimento de impotência por causa de alguns fracassos, mas livrar-se dele é outra história, mesmo tendo muitas experiências bem-sucedidas depois. As pessoas se esforçam mais para evitar uma perda do que para obter um ganho equivalente. O que se diz de ruim sobre uma pessoa tem mais peso do que o que se diz de bom a respeito dela, e, nos relacionamentos, são necessárias cerca de cinco interações positivas para compensar os efeitos de uma única negativa.


E você sabia que eventos negativos deixam MARCAS no cérebro?

Mesmo que você tenha esquecido uma má experiência, ela deixa uma marca indelével em seu cérebro. Esse resquício permanece ali, latente, pronto para ser reativado caso você depare com uma situação amedrontadora semelhante.


E tudo isso vai criando CÍRCULOS VICIOSOS.

As experiências ruins criam círculos viciosos, tornando a pessoa pessimista, reativa e propensa a se ver de maneira negativa.

Você já percebeu que o cérebro já vem com uma “propensão ao negativismo” integrada. Essa propensão gera inúmeras formas de sofrimento. Provoca uma sensação de ansiedade, que, para algumas pessoas, pode ser bem intensa. A ansiedade também torna mais difícil interiorizar a atenção para o autoconhecimento ou a prática contemplativa, uma vez que o cérebro se mantém em processo de análise para garantir que não haja nenhum problema. As tendências negativas alimentam ou intensificam outras emoções desagradáveis, como raiva, tristeza, depressão, culpa e vergonha.


E você sabe como funciona o padrão da ANSIEDADE no seu cérebro?

A atividade frequente do Sistema Nervoso Simpático (SNS) torna a amígdala cerebelar mais reativa a ameaças aparentes, o que, por sua vez, aumenta a ativação do SNS, tornando a amígdala ainda mais sensível. O correlato mental desse processo físico é o aumento cada vez mais rápido da ansiedade-estado, relativa a situações específicas. Somando-se a isso, a amígdala cerebelar auxilia na formação de memórias implícitas (vestígios de experiências passadas que permanecem abaixo da consciência); à medida que fica mais sensível, encobre cada vez mais esses vestígios com medo, intensificando assim a ansiedade-traço (ansiedade contínua, independentemente da situação).

Ao mesmo tempo, a ativação constante do SNS esgota o hipocampo, o qual é vital para a formação de memórias explícitas – lembranças claras dos fatos. O cortisol e os glicocorticoides enfraquecem as conexões sinápticas existentes no hipocampo e inibem a formação de novas. Além disso, o hipocampo é uma das poucas regiões do cérebro humano capazes de criar novos neurônios – contudo, os glicocorticoides impedem o nascimento de neurônios no hipocampo, prejudicando sua capacidade de gerar novas memórias.

Para a amígdala cerebelar, ser sensibilizada em excesso enquanto o hipocampo é comprometido mostra-se uma péssima combinação: experiências dolorosas podem então ser registradas na memória implícita – com todas as distorções e potencializações de uma amígdala cerebelar sobrecarregada –, sem a lembrança acurada explícita delas, podendo se manifestar assim: Algo aconteceu. Não sei exatamente o que, mas me deixou realmente perturbado. Isso ajuda a explicar por que vítimas de situações traumáticas às vezes parecem dissociadas das coisas horríveis que lhe ocorreram, e, no entanto, são muito reativas a qualquer coisa que, inconscientemente, lhes faça lembrar o fato traumático. Em situações menos extremas, os golpes sucessivos de uma amígdala cerebelar acelerada e um hipocampo enfraquecido podem levar a uma sensação leve de aborrecimento, na maior parte do tempo, sem motivo aparente.

O cérebro busca, registra, armazena, recorda e reage preferencialmente às experiências desagradáveis; como já foi dito, é igual a velcro para as negativas e teflon para as positivas.


O tratamento não é suprimir as experiências negativas; quando elas acontecem, acontecem. Em vez disso, deve-se cultivar as vivências positivas e, acima de tudo, assimilá-las e absorvê-las de modo que se tornem parte permanente do ser.

Como já vimos, o sistema nervoso simpático (SNS) e os hormônios ligados ao estresse “se inflamam” para ajudá-lo a ir atrás de oportunidades e a se proteger de ameaças. É certo que há sempre lugar para arrebatamentos saudáveis e para fortes resistências contra coisas prejudiciais, porém, estamos sobressaltados durante a maior parte do tempo – correndo atrás de algo ou lutando contra algum obstáculo. E é por isso que, nos sentimos coagidos, aturdidos, estressados, irritados, ansiosos ou deprimidos. Nem um pouco felizes, definitivamente. Temos de sossegar o espírito.

O cérebro está sempre examinando o mundo interior e exterior em busca de ameaças. Quando alguma é detectada, seu sistema de reação ao estresse é acionado.

Ocasionalmente, esse estado de vigilância é justificado, mas, geralmente, é exagerado, compelido por reações da amígdala cerebelar e do hipocampo a eventos passados pouco prováveis de acontecer. A ansiedade resultante é desnecessária e desagradável e mune o corpo e a mente para reagir exageradamente a coisas sem importância.

Se o seu corpo tivesse um departamento de incêndio, seria o sistema nervoso parassimpático (SNP). Portanto, é por ele que você deve começar.


COMO ATIVAR O SISTEMA NERVOSO PARASSIMPÁTICO?

O corpo tem inúmeros sistemas principais, como o endócrino (hormonal), o cardiovascular, o imunológico, o gastrintestinal e o nervoso. Para usar a ligação mente-corpo e baixar o estresse, acalmar os ânimos e conquistar saúde a longo prazo, qual é o ponto de entrada ideal em todos esses sistemas? É o sistema nervoso autônomo (SNA).

Isso porque o SNA – que é parte do sistema nervoso – se mistura com todos os outros sistemas e ajuda a regulá-los. E a atividade mental tem mais influência direta sobre o SNA do que qualquer outro sistema corporal. Quando você estimula o setor parassimpático do SNA, ondas calmantes, tranquilizantes e curadoras se propagam por seu corpo, cérebro e mente.


O relaxamento ativa os circuitos do SNP e, assim, o fortalece. Relaxar também acalma o sistema nervoso simpático “de luta ou fuga”, pois os músculos relaxados enviam respostas aos centros de alarme no cérebro dizendo que está tudo bem. Quando se está bem relaxado, é difícil sentir-se estressado ou aborrecido. Na verdade, o relaxamento pode até alterar o modo como seus genes são expressos e, consequentemente, reduzir os danos celulares do estresse crônico.

Ao final do vídeo vou te guiar em um exercício simples que vai ativar seu SNP.


Assista o vídeo e compartilhe sua experiência comigo:


Com amor,

Gabi

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