Quer elevar sua autoestima?

Experimente um pouco de autocompaixão.





A vida moderna tem uma grande angústia: não importa o quanto nos esforcemos, o quão bem-sucedidos nós sejamos, o quão bons pais, trabalhadores ou cônjuges formos - isso nunca é suficiente.

Sempre tem alguém mais rico, mais magro, mais inteligente ou mais poderoso do que nós. Alguém que nos faz sentir um fracasso. E que qualquer tipo de falha é inaceitável.


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Como se livrar dessa angústia?


Dividi esse artigo em 3 partes.

Primeiro, avalio a pressão exagerada para ter uma autoestima elevada.

Depois, sugiro a autocompaixão como uma maneira de fugir dos dilemas morais da autoestima

Por fim, recomendo duas práticas simples (uma delas de meditação) que você pode fazer hoje mesmo, depois de ler esse artigo.


Precisamos mesmo de uma autoestima elevada?


Tentar elevar a auto-estima é tentar se sentir especial, acima da média da população. Isso é absurdo. Não precisamos nos sentir melhores do que os outros.

Ao longo dos anos, milhares de livros e artigos de revistas endeusaram a autoestima. Dicas de como consegui-la, atividades para criá-la e hábitos para mantê-la.

Nossa sociedade fixou essa exigência como se fosse uma regra. Dizem-nos para pensar positivamente sobre nós mesmos a qualquer custo. Parece que não vamos ser felizes ou saudáveis sem isso.


Só que nos avaliarmos de forma positiva tem um preço alto.


Por exemplo: acreditar que precisamos nos sentir especiais e acima da média para ter uma autoestima elevada.

É logicamente impossível para todo ser humano no planeta estar acima da média ao mesmo tempo. Mas ser chamado de mediano é um insulto.

Por causa disso, tentamos mostrar que temos mais valor que os outros (ou pelo menos o mesmo valor). E, às vezes, fazemos isso tentando derrubar o valor dos nossos “concorrentes”.

Essa dinâmica de valorização/desvalorização é muito pesada. Até as pessoas que já tem uma autoestima elevada enfrentam problemas para manter essa percepção sempre lá no alto.

É provável que a autoestima deles voe pela janela da próxima vez que não conseguirem mais fecharem as calças por causa do sobrepeso ou quando não forem convidados para a grande festa dada por um amigo.

A autoestima é uma montanha-russa emocional: quando entendemos que somos bem sucedidos, estamos eufóricos. Quando parece que fracassamos, nos sentimos arrasados.


Existe outra maneira de nos sentirmos bem em relação a nós mesmos.


E não envolve avaliar quão bom somos.

Não se baseia em avaliações positivas de nós mesmos, mas em um relacionamento mais solidário.

Envolve revertermos o sentimento de competição em um sentimento de fazer parte da mesma humanidade.

Essa maneira é a autocompaixão.

Nós temos compaixão por pessoas que sofrem, mas somos cruéis com nós mesmos. E a maneira de nos sentirmos bem é estendendo essa compaixão a nós mesmos.

Ser autocompassivo é entender que você também é um ser humano.

Ao contrário da autoestima, portanto, a autocompaixão enfatiza a interconexão em vez da separação.

Ele também oferece mais estabilidade emocional, porque está sempre presente para você - quando você está no topo do mundo e quando cai de cara no chão.

Um enorme corpo de pesquisas apoia os benefícios da autocompaixão para a saúde mental, e programas como o que desenvolvi estão sendo ensinados em todo o mundo.


A terceira via para se sentir bem.


Ela envolve dois componentes principais: ser gentil com si mesmo quando se está sofrendo e estar consciente dos próprios pensamentos e emoções negativas.


1. Gentileza

Quando somos autocompassivos, somos gentis em vez de duramente autocríticos. Nós nos tratamos da mesma forma como tratamos a um bom amigo.

A regra de ouro nos diz “faça aos outros o que você gostaria que fizessem a você”. Parece muito bom, mas espero que não tratemos os outros nem com a metade do desprezo que às vezes destilamos contra nós.

Nas horas de crítica e dificuldade, a nossa voz interior diz o seguinte: “Você é um idiota! Você é nojento!”

Você diria para um amigo que ele é asqueroso ou repugnante? Provavelmente não.

É natural que tentemos ser gentis com as pessoas com quem nos importamos em nossas vidas. Quando eles falham, nós sabemos que está tudo bem. Garantimos a eles nosso respeito e apoio, porque a falha não os diminui para a gente. Quando atravessam dificuldades, nós os confortamos, porque é ruim ver um amigo sofrer.

Em outras palavras, a maioria de nós é muito boa em ser bondosa e compreensiva em relação aos outros, mas autocrítica em relação a si mesma.


E toda autocrítica faz com que nos sintamos deprimidos.


Nós nos sentimos inseguros e receosos de enfrentar novos desafios porque temos medo da autocrítica rigorosa que ocorrerá se fracassarmos.

Quando a nossa voz interior continuamente nos critica e repreende por não sermos bons o suficiente, muitas vezes acabamos em ciclos negativos de auto-sabotagem e autoflagelação.

Quando somos auto-compassivos, a coisa muda.

Nos tornamos bondosos e compreensivos em relação a nós mesmos quando falhamos.

A auto-bondade é expressa em conversas mentais benevolentes e encorajadoras em vez de cruéis ou depreciativas. Em vez de nos atacarmos por sermos inadequados, nós nos oferecemos aceitação.

Quando as circunstâncias externas da vida são desafiadoras e difíceis de suportar, a autocompaixão apoia.

Para isso, precisamos ver nossa dor de um ponto de vista diferente - mais distanciado.


2. Consciência

Para sermos autocompassivos, precisamos estar atentos a nossas dores.

Isso implica estarmos cientes dos nossos sentimentos de uma maneira clara e equilibrada.

Envolve estarmos abertos à realidade: permitir que pensamentos, emoções e sensações entrem na consciência sem resistência.

Mas por que estar consciente é indispensável?

Primeiro, porque é necessário reconhecer que você está sofrendo para sentir compaixão.

Embora você possa pensar que o sofrimento é bastante óbvio, nem sempre é.

Faça o teste abaixo.

Quando você se olha no espelho e decide que está acima do peso, ou que seu nariz é muito grande, você se diz imediatamente que esses sentimentos de inadequação são dolorosos e, portanto, merecedores de uma resposta gentil e carinhosa?

Quando seu chefe te chama em seu escritório e diz que seu desempenho no trabalho está abaixo do padrão, seu primeiro instinto é se consolar?

Provavelmente não.

Nós certamente sentimos a dor de ficar aquém de nossos ideais, mas nossas mentes tendem a se concentrar no fracasso.

O ideal não é pensar no fracasso social, mas na dor pessoal que o “fracasso” nos causa.

Sem pensar na dor, não sobra espaço mental para reconhecer o sofrimento causado por uma falsa inadequação, muito menos para tentar se acalmar no meio do sofrimento.


E, se a gente não pensa nisso, por que se repete tanto?


Porque somos programados para evitar a dor.

A dor sinaliza que algo está errado. Quando acontece, nosso cérebro responde de forma automática: ou nós fugimos (inventando desculpas) ou lutamos (perdendo o controle).

Por causa de nossa tendência inata a nos afastarmos da dor, pode ser difícil encará-la de frente, segurá-la, estar com ela como ela está.


A consciência contraria a tendência de evitar pensamentos e emoções dolorosos, permitindo-nos manter a verdade da nossa experiência mesmo quando é desagradável.


Ao mesmo tempo, ser consciente significa que não nos ”superidentificamos" com pensamentos ou sentimentos negativos.

Esse tipo de ruminação é nociva porque exagera as avaliações da nossa autoestima.

Não dizemos apenas apenas eu falhei, mas “EU SOU UM FRACASSO”.

Não dizemos apenas fiquei desapontado, mas “MINHA VIDA É HORRÍVEL”.

Por outro lado, quando observamos nossa dor conscientemente, reconhecemos nosso sofrimento sem exagerar.

Sem exageros, temos uma relação interior mais equilibrada. Podemos abrir nossos corações e deixar nossa autocompaixão fluir livremente.


Práticas para se sentir bem


Por fim, recomendo duas práticas para desenvolver a autocompaixão que já usei muito com meus alunos.

Esses exercícios são efetivos não porque as palavras tenham algum tipo de poder mágico, mas porque elas ajudam a ancorar seus pensamentos em um tipo de experiência que você esqueceu.

Nem sempre você esteve sufocado pela pressão social de ser igual às demais pessoas, e a chave é você conseguir acessar o mesmo espaço mental que te permitia viver sem essas pressão.

Na primeira prática, você vai interromper seus pensamentos.

Na segunda, vai dedicar um tempo de solidariedade consigo mesmo para se habituar dia após dia a sentimentos mais calmos, tranquilos e bondosos.


Prática das Duas portas


A beleza da autocompaixão é que ela tem duas portas distintas. Sempre que você perceber que está sofrendo, você tem dois possíveis cursos de ação.

Você pode ser bondoso e compreensivo consigo mesmo.

Ou você pode estar atento aos seus pensamentos e emoções para encontrar mais paz e equilíbrio.

Começar por um dos dois vai facilitar o desenvolvimento do outro.

Às vezes, você achará mais fácil entrar em uma porta do que em outra, dependendo do seu estado de espírito no momento.

Mas, quando estiver dentro, você estará dentro. Você estará em um estado de presença amorosa e conectada, não importando quais sejam as circunstâncias da sua vida no momento.

Você terá descoberto o poder da autocompaixão e isso poderá mudar sua vida para sempre.

Mas você sempre precisa fazer essa escolha, ela não acontecerá automaticamente.

Por isso é importante estar consciente.


Prática da Meditação da autocompaixão


A meditação da autocompaixão envolve o uso de afirmações para acalmar e confortar a si mesmo em momentos de dor.





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